19 de janeiro de 2012

" Quando abro um livro, pode ser um romance qualquer, é você quem me vem à cabeça e aos olhos e às mãos. E não me importa os personagens, se são reais ou imaginados, e não me importa a história, se é fictícia ou vivida, pode até ser curta ou infinita: não importa: penso em você e leio a sua vida: e amo cada página: e amo cada sopro: e assopro cada palavra até embaralhar cada letra e te encontrar, aqui, presa no silêncio da escrita. E assopro cada palavra até embaralhar cada letra e te perder, ali, livre nas algemas da imaginação. Não me importa se o final será feliz ou incompreendido, se os amantes serão infelizes ou compreendidos, compreendo que assim os romances são mais belos, mais eternos: quando o escritor não se importa com os finais, os princípios. Quando o escritor não gasta palavras tentando descrever o impossível e se limita apenas a invadir o campo das possibilidades. É claro que nem todo amor é possível, mas ainda assim, quando abro um livro, pode ser um romance qualquer, penso em você e leio a sua vida. E ela passa pelas mãos e ela passa pelos meus olhos e ela passa pelos meus sonhos como uma vida passa pela eternidade. E é lida para sempre. "
‎"Histórias de amor duram apenas 90 minutos. A vida possui histórias muito mais longas e interessantes."

‎" (...) Claro que há quem defenda a atitude de Phoenix com o argumento da 'autenticidade', mas existe uma sutil diferença entre ser autêntico e ser grosso. É muita inocência achar que podemos prescindir de uma certa performance social. Espero não estar ferindo a sensibilidade dos 'autênticos', mas de um bom teatrinho ninguém escapa, a não ser que queiramos voltar a viver nas cavernas.
Não sou de
me irritar facilmente, mas acho um desrespeito quando a pessoa faz questão de demonstrar que não compactua com a ocasião. (...) Não importa a situação: saiu de casa, esforce-se.
(...) Esteja!
Se não quiser participar, tudo bem, então fique na sua: na sua casa, no seu canto, na sua respeitável solidão. Melhor uma ausência honesta do que uma presença desaforada. "


Marta Medeiros

‎" Quando eu saí de uma importante depressão, eu disse a mim mesma que o mundo no qual eu acreditava deveria existir em algum lugar do planeta. Nem se fosse apenas dentro de mim... Mesmo se ele não existisse em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse construi-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas em que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio de amor, e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisa trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, do contemplar o céu, do fechar os olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi um bom menino. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não consegue mais abraçar e estar perto. Mesmo quando o outro vai embora, a gente não vai. A gente fica e faz um jardim, qualquer coisa para ocupar o tempo, um banco de almofadas coloridas, e pede aos passarinhos não sujarem ali porque aquele é o banco do nosso amor, do nosso grande amigo. Para que ele saiba que, em qualquer tempo, em qualquer lugar, daqui a não sei quantos anos, ele pode simplesmente voltar, sem mais explicações, para olhar o céu de mãos dadas. "

Rita Apoena.

10 de setembro de 2011


Tem de ser assim?

Tem de ser.
Tem de ser.
‎"Aquilo que o 'eu ' tem de único se esconde exatamente naquilo que o ser humano tem de inimaginável. Só podemos imaginar aquilo que é identico em todos os seres humanos, aquilo que lhes é comum . O 'eu' individual é aquilo que se distingue do geral, portanto aquilo que não se deixa adivinhar nem calcular antecipadamente, aquilo que precisa ser desvelado, descoberto e conquistado do outro."
Entenda, se você desistir eu vou entender. É possível até que sinta piedade ou qualquer desses sentimentos nobres. Mas você merece mais que isso!


Definições

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Angústia é um muito apertado bem no meio do sossego.

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.

Não… Amor é um exagero… também não.

Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação,

Esse negócio de amor, não sei explicar.”

Adriana Falcão.