26 de outubro de 2008

Ao meu provável futuro amor

Ontem senti sua falta. Sinceramente, não sei quem é você, nem sei se você sabe quem sou eu. Isso, sinceramente, não interessa muito nesse meu estágio atual. Atualmente ando com as nuvens na cabeça. Penso à beça. Penso em como você poderia ser. Brinco em cima da probabilidade de coisas improváveis. É divertido imaginar um ser inimaginável e ao mesmo tempo saber que esse ser é real. Ele é real dentro da minha imaginação. Ele existe sim; mesmo que seja uma existência devido a sua inexistência.É bom saber que existe alguém que, provavelmente, nunca existirá de fato, mas sim em sonhos. O barato da vida está toda na imaginação. Imagino você sorrir, e você sorri! Imagino você fazendo o que eu quiser que você faça, e você faz – e o melhor de tudo : sem reclamar ! É uma delícia te imaginar. Desenho teu rosto com os traços que me agradam, coloco o nariz que eu prefiro, a boca que eu preciso, as roupas que te combinam, os gestos são exatamente como programei e a voz tem tantos tons quanto sentimentos. Acho que encontrei a melhor forma de te preservar: te construir. Sempre tomamos mais cuidado com aquilo que fazemos. Por isso, e por preguiça de procurar (confesso!), resolvi te construir. Confesso também que não foi uma tarefa tão simples assim. Pensar ou imaginar requer um certo preparo. Não posso te projetar de qualquer jeito. Não posso te formar de qualquer forma. Mas posso te informar com a mais absoluta certeza que ontem senti sua falta, mas até hoje não consegui perceber se era falta de você ou se era falta de sentir falta. Era uma falta boa de sentir. A falta de algo que ainda está por vir. A falta de algo que pode se tornar importante. Com certeza, não era falta de imaginação. Imaginação talvez seja a única coisa que eu ainda tenha de sobra. Por falar em sobra, dedico o tempo que me sobra ao meu provável futuro amor; mesmo tendo a plena consciência que a probabilidade de ver você um dia é a mesma de me tornar cego esta noite. Parei de te imaginar. Percebi que é inútil imaginar um provável futuro amor. Imaginar é fugir da realidade. Fugir da realidade é fugir da vida. Fugir da vida é se aproximar da morte. E se eu morrer agora, nunca vou te conhecer.

23 de outubro de 2008

Azul Celeste


- Ei, Celeste! Já reparou em como o céu hoje amanheceu azul demais?
- Não tinha notado. Mas o que tem isso?
- Eu não sei. Acho que azul do jeito que está, é dificil de já ter ficado um dia. Acho até que acordei sorrindo, com vontade de sair de casa, conversar com as pessoas, de aproveitar esse dia azul!
- Quanta besteira, Maria!
- É que pra você não adianta um céu azul, Celeste. Você é cinza como todos os dias nublados.

/por Hamony []

20 de outubro de 2008

"Eu estou bêbado. E você é linda.
E amanhã de manhã eu vou estar sóbrio,
mas você vai continuar linda"
Nós nos enganamos, porque os outros têm direito de fazer o que querem, quando querem, da forma que escolherem. Ninguém gosta disso e, as vezes, é muito doloroso. Mas não significa que você fez algo errado. As pessoas vêem e sentem as mesmas coisas de formas diferentes. E mesmo quando você pensa que conhece muito bem uma pessoa, ela pode lhe causar surpresas!

(...)

Eu agora aceito a idéia de que... a forma como as pessoas agem às vezes comigo não depende do que eu fiz! (Iyanla Vanzant)

16 de outubro de 2008

nem tudo foi escrito,
mas tudo foi sentido.
Quando ando no meio de outras pessoas não me sinto bem. O que elas falam e o entusiasmo que demonstram nada têm a ver comigo. O mais curioso é que justamente quando estou na companhia delas é que me sinto mais forte. Me vem a idéia seguinte: se podem existir só com esses fragmentos de coisas, então eu também posso. Mas é quando estou sozinho e todas as comparações se reduzem a mim mesmo contra a história, contra o meu fim, contra as paredes, contra a minha própria respiração, que começam a ocorrer coisas estranhas. Sou um sujeito evidentemente fraco..

15 de outubro de 2008



"(...) Eu, você, nós dois
Sozinhos neste bar à meia-luz
E uma grande lua saiu do mar
Parece que este bar já vai fechar
E há sempre uma canção
Para contar
Aquela velha história
De um desejo
Que todas as canções
Têm pra contar
E veio aquele beijo (...)"

13 de outubro de 2008

INofencivo.

adj. 1. Que não ofende, que não é ofensivo.
2. Que não faz mal.

até quando?